06/11/14

6 on 6

E para comemorar mais um 6 on 6, resolvi fotografar para este mês o Sabbat mais importante do calendário celta: o Samhain que marca o início do Ano Novo;a noite que celebra-se a deusa em sua face escura, a anciã, a senhora da morte e da sabedoria.
Os seguidores da tradição Wicca e druídica do mundo inteiro, celebram esse Sabbat com fogueiras,rituais para seus ancestrais.

Segundo as lendas, todos aqueles que tinham morrido  durante o ano esperavam o momento em que os véus que separam os mundos são mais tênues, e assim eles podiam atravessar as fronteiras.E as famosas lanternas de abóboras serviam para guia-los nessa passagem. 

Verdade ou não; sérias ou em ritmo de brincadeira - já que existem a versão cristianizada: Dias dos Mortos e em festas mundanas: o conhecidíssimo Halloween  desse antigo festival. Cabe a você acreditar ou não; comemorar ou não. Quanto a mim, bom, eu só estudei e muito por longos anos - o que justifica os livros - e ainda não cheguei a nenhuma conclusão.

Melhor ter incertezas do que uma única certeza vazia...





Tem mais aqui:






31/10/14

Sobre Ajudar...

Cheguei em Linhares com uma missão: fazer um trabalho voluntário - fotografando as crianças da Pestalozzi, uma entidade filantrópica sem fins lucrativos que realiza atendimentos gratuitos aos usuários e suas famílias. São jovens  e adultos com deficiência intelectuais e múltiplas.

Só não contava que a Viação Águia Branca tinha feito uma confusão básica com minha passagem:não tinha lugar dentro do carro; o que me obrigou a esperar por mais uma hora até o próximo ônibus.Então estava eu em pleno terminal rodoviário: sozinha, sentada no chão; porque também não tinha lugar para sentar.Com a garganta inflamada, febre e uma enorme dor de cabeça.

Pensei em desistir e voltar para o edredom de bolinhas quentinho da minha tia Fátima, com direito a chá e beijinho na testa com a seguinte frase: Deus te abençoe :) 

No entanto sempre cumpro com minhas promessas,e seriam apenas duas horas por estradas estranhas e magníficas para descobrir que somos todos iguais na diferença...Valeu a pena!!!


:)

21/10/14

La Bella Polenta.


No último dia dez  de outubro começou a 36ª edição da Festa da Polenta aqui em terras capixabas – e que a princípio eu teimava em chamar de “Festa da Pamonha” e que todo mundo chamava minha atenção - Não é da pamonha Morgânia é da polenta... Ora mais não é tudo de milho? Então dá no mesmo. Ok! Não é a mesma coisa. Acho que estou tomando muito sol e queimei meus neurônios.

O fato é que estava sem nada pra fazer, então aproveitei para conferi o evento, na companhia da minha família, da Patrícia e de alguns amigos.

Sobre a festa:

Idealizada pelo padre Cleto Caliman, em 1979 a Festa da Polenta, não está só limitada a comes e bebes - o primeiro evento foi mais uma reunião entre famílias;um almoço para 150 pessoas, do que propriamente uma festa. Com a intenção da preservação da música, dança, vestes, e a culinária da cultura ítalo-brasileira do estado.A polenta pura era feita no tacho e espalhada na tábua, sempre acompanhada por queijo e linguiça, que eram servidas em pratos e talhares emprestados pelas donas de casa.

O negócio deu tão certo que em 1991, saiu da informalidade para entrar na história.
O evento vai além da religiosidade, ele também é uma grande incetivo ao trabalho voluntário que mobiliza: crianças, jovens, adultos e idosos.  Um costume cultural, trazido pelos imigrantes italianos. A comunidade entendeu que a cultura e o turismo também são uma forma de levantar lucro, ajudando a construir a identidade do município.Parte  dessa renda é distribuída entre as entidades filantrópicas sociais, culturais e de saúde.

Em uma festa que tem o nome de polenta, o que não poderia faltar é a dita cuja.No ano passado foram consumidos 3.560 quilos de fubá, e 157 de sal, para a produção de polenta.Seguindo as suas raízes, o sabor da comida segue fiel a cozinha da nona.   Servida em cumbucas com molho bolonhesa e queijo ralado.  Polenta dura, frita em cubinhos, pão de polenta, polenta com frango frito, com linguiça, ou seja é polenta pra não acabar mais. 

:)
Casa da Nona, um cenário que reproduz costumes antigos.

Consegue ver alguma coisa além de cabeças, braços, aparelhos  celulares e máquinas fotográficas lá no final? Muito menos eu, com meus 1.65m de altura.Mas estava prestes a acontecer um dos momentos mais aguardados da festa no domingo. O Tombo da Polenta.

Ainda bem que o namorado da Patrícia com seus quase 2.00m de altura, conseguiu registrar - mesmo eu tendo explicado rapidinho e de última hora o que ele precisava fazer para tirar as fotos (obrigada Victor pela paciência,e gentileza).

Em um panelão, são preparados quase 15 toneladas - 1.200 quilos por receita, 13 tombos do alimento ao longo da festa. A receita leva mil litros de água, e 200 quilos de fubá. Para mexer a polenta é preciso uma batedeira a motor. Tudo isso preparado diante do público. 

Foto do Victor
Fotos do Victor

E enquanto o panelão está sendo erguido o povo começa a cantar a La Bella Polenta; que vocês podem conferir  no vídeo pra lá de engraçado.


Trocando em miúdos: É uma festa que resgata a história de Venda Nova do Imigrante, para rever amigos e familiares e para gente como eu (visitante) que anda perdida em terras estranhas.
E como dizem a italianada de lá: Viva a festa da polenta!

:)