21/10/14

La Bella Polenta.


No último dia dez  de outubro começou a 36ª edição da Festa da Polenta aqui em terras capixabas – e que a princípio eu teimava em chamar de “Festa da Pamonha” e que todo mundo chamava minha atenção - Não é da pamonha Morgânia é da polenta... Ora mais não é tudo de milho? Então dá no mesmo. Ok! Não é a mesma coisa. Acho que estou tomando muito sol e queimei meus neurônios.

O fato é que estava sem nada pra fazer, então aproveitei para conferi o evento, na companhia da minha família, da Patrícia e de alguns amigos.

Sobre a festa:

Idealizada pelo padre Cleto Caliman, em 1979 a Festa da Polenta, não está só limitada a comes e bebes - o primeiro evento foi mais uma reunião entre famílias;um almoço para 150 pessoas, do que propriamente uma festa. Com a intenção da preservação da música, dança, vestes, e a culinária da cultura ítalo-brasileira do estado.A polenta pura era feita no tacho e espalhada na tábua, sempre acompanhada por queijo e linguiça, que eram servidas em pratos e talhares emprestados pelas donas de casa.

O negócio deu tão certo que em 1991, saiu da informalidade para entrar na história.
O evento vai além da religiosidade, ele também é uma grande incetivo ao trabalho voluntário que mobiliza: crianças, jovens, adultos e idosos.  Um costume cultural, trazido pelos imigrantes italianos. A comunidade entendeu que a cultura e o turismo também são uma forma de levantar lucro, ajudando a construir a identidade do município.Parte  dessa renda é distribuída entre as entidades filantrópicas sociais, culturais e de saúde.

Em uma festa que tem o nome de polenta, o que não poderia faltar é a dita cuja.No ano passado foram consumidos 3.560 quilos de fubá, e 157 de sal, para a produção de polenta.Seguindo as suas raízes, o sabor da comida segue fiel a cozinha da nona.   Servida em cumbucas com molho bolonhesa e queijo ralado.  Polenta dura, frita em cubinhos, pão de polenta, polenta com frango frito, com linguiça, ou seja é polenta pra não acabar mais. 

:)
Casa da Nona, um cenário que reproduz costumes antigos.

Consegue ver alguma coisa além de cabeças, braços, aparelhos  celulares e máquinas fotográficas lá no final? Muito menos eu, com meus 1.65m de altura.Mas estava prestes a acontecer um dos momentos mais aguardados da festa no domingo. O Tombo da Polenta.

Ainda bem que o namorado da Patrícia com seus quase 2.00m de altura, conseguiu registrar - mesmo eu tendo explicado rapidinho e de última hora o que ele precisava fazer para tirar as fotos (obrigada Victor pela paciência,e gentileza).

Em um panelão, são preparados quase 15 toneladas - 1.200 quilos por receita, 13 tombos do alimento ao longo da festa. A receita leva mil litros de água, e 200 quilos de fubá. Para mexer a polenta é preciso uma batedeira a motor. Tudo isso preparado diante do público. 

Foto do Victor
Fotos do Victor

E enquanto o panelão está sendo erguido o povo começa a cantar a La Bella Polenta; que vocês podem conferir  no vídeo pra lá de engraçado.


Trocando em miúdos: É uma festa que resgata a história de Venda Nova do Imigrante, para rever amigos e familiares e para gente como eu (visitante) que anda perdida em terras estranhas.
E como dizem a italianada de lá: Viva a festa da polenta!

:)



13/10/14

Pato Na Cebola.

Eu sei que o título do post lembra algum tipo de prato culinário local, mas nem de longe estou aqui para preparar uma receita gastronômica. Só achei interessante e confesso um tanto engraçado. E já que tem cebola e pato no meio, pensei por que não colocar?

Sobre o Parque da Pedra da Cebola - a pedra leva este nome sobre o desgaste da rocha, devido à ação do intemperismo que produziu sobre ela, como o que ocorre com as cascas das cebolas. O seu tombamento ocorreu em 16 de janeiro de 1989, com a mobilização da comunidade que lutou para a preservação da área. Porém somente em cinco de novembro de 1997, o parque foi inaugurado. Sendo o primeiro do Espirito Santo a ser implantado em área de exploração de pedraria.

Lugar calminho, com muito verde, cheio de crianças, casais de namorados, pavões, flores e claro muitos patos.
Um dos lugares preferidos da Patrícia aqui em Vitória. Por esse motivo, ela resolveu que seria uma boa ideia mostrar o local para que eu pudesse conhecê-lo. Foi divertido passar uma manhã inteira por lá jogando conversa fora, na companhia, do Vitor (namorado da Pat) e do meu priminho David; que anda grudado na barra da minha saia feito chiclete.

Priminho - Foto da Patrícia :)

Foto do Vitor


06/10/14

6 on 6


O tempo mudou aqui na praia, agora o frio e a chuva estão mais presentes. E entre barcos de pescas coloridos, nuvens acinzentadas e pedalinhos de cisnes, o sol aparece assim; meio tímido. E adivinha que está adorando toda essa timidez ? E é neste clima frio que preparei as fotos do 6 on 6 deste mês de outubro.


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